segunda-feira, 4 de junho de 2007

Caso Bruxo volta à baila

Nos próximos dias, o presidente afastado por três anos e dois meses da FPF, Onaireves Moura, acompanhará o enrolado “Caso Bruxo”. Ele e todos os demais citados nos inquéritos que identificaram o esquema de corrupção no futebol paranaense terão que se explicar à Polícia Civil.
O processo com quatro volumes e cerca de mil páginas foi remetido pela Justiça ao 6.º Distrito Policial, com sede no Cajuru, e em cuja área de abrangência está o Tarumã, bairro da sede da FPF. Os volumes guardam informações colhidas nos dois inquéritos da Justiça Desportiva que apuraram a corrupção no apito paranaense. O primeiro terminou com a condenação de oito acusados no Superior Tribunal de Justiça Desportiva; o segundo, conhecido como “Bruxo 2”, jamais foi julgado.
Onaireves foi um dos denunciados no “Bruxo 2”, assim como, os ex-diretores de arbitragem Fernando Luiz Homann e José Carlos Marcondes, e o diretor da Escola de Árbitros da FPF, Nélson Orlando Lemkhul. Contra Moura pesou uma denúncia, feita pelo apitador José Francisco de Oliveira (Cidão), eliminado do futebol no “Bruxo 1”, de que negociou por R$ 50 mil uma partida da 2.ª divisão paranaense em 2000. Os auditores do TJD-PR identificaram na máfia do apito paranaense indícios de crimes comuns, como estelionato, extorsão e formação de quadrilha.

Nenhum comentário: