segunda-feira, 16 de julho de 2007
Joel Malucelli quer consenso para assumir FPF
Malucelli quer apoio de Moura pra concorrer à presidência da FPF
Joel Malucelli abriu o jogo. O empresário admitiu a intenção de presidir a Federação Paranaense de Futebol (FPF), mas frustou quem espera uma nova mentalidade na administração do esporte no Estado. Joel quer o apoio do ex-presidente Onaireves Moura, afastado pela Justiça Desportiva, e diz ser indispensável a participação da atual diretoria em um novo mandato.
Em entrevista à Rádio Paraná, após o jogo entre J. Malucelli e Rio Branco, na tarde de ontem, Joel avisou: é candidato a assumir a entidade a partir de abril de 2008, mas não quer bate-chapa. Só aceita ser conduzido ao cargo por um consenso entre os filiados. “Não é meu projeto de vida presidir a FPF, mas se me chamarem, vou ajudar. Se todos se unirem, estarei lá. Mas se for para fazer um futebol rachado, estou fora”, afirmou.
A união pretendida por Joel inclui Onaireves Moura, controvertido cartola que dirigiu a FPF por 22 anos e foi recentemente suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Moura pegou um gancho de 6 anos, por sonegação fiscal e desvio de verbal, e cedeu seu lugar ao vice Aluízio Ferreira, que vai conduzir a entidade até o fim do atual mandato. “Penso em ter o apoio do Moura, sim. Queira ou não, ele fez uma administração boa. Acho que é indispensável que ele e todos que dirigem a FPF, atualmente, estejam juntos para participar”, admitiu Joel.
O empresário também defendeu a manutenção da atual estrutura política da entidade, que iguala clubes profissionais e amadores. “Pobres e ricos têm de ter o mesmo peso. O esporte é o mesmo”, justifica.
As ligas amadoras são apontadas pelos críticos de Moura como seus “currais eleitorais”. Dirigentes de clubes denunciam, inclusive, a existência de ligas “fantasmas”, criadas apenas para dar sustentação eleitoral ao antigo dirigente.
Copa na Baixada
Ex-presidente do Coritiba, Joel criticou os planos do atual mandatário alviverde. Giovani Gionédis quer construir um novo estádio para o Coxa, no local onde hoje está o Pinheirão, principal patrimônio da FPF. “Eu não sei o que faria com o Pinheirão, mas acho que o que o Coritiba está querendo não é justo. O clube já tem seu estádio e essa história de fazer um mais moderno é balela. Ninguém vai investir em um projeto caro. Nossa economia não permite isso”, acredita.
Joel também elogiou a indicação da Arena da Baixada como palco da Copa do Mundo de 2014, considerada por ele a melhor alternativa para que Curitiba seja confirmada como uma das sedes. “O estádio do Atlético é sem dúvida o mais habilitado. Temos que admitir isso e trabalhar juntos para trazer a Copa para cá”, concluiu.
* * *
Joel Malucelli é um dos poucos nomes em condições de assumir e moralizar a FPF. E está certo em pedir consenso entre os clubes em torno de um nome único. Só erra ao querer Moura ao seu lado. É melhor deixar Onaireves de fora se quiser ter o apoio pretendido.
terça-feira, 10 de julho de 2007
O "Itamar Franco" paranaense
Presidente-tampão tem cargo oficializado
Aluísio Ferreira está mantido no cargo de presidente da Federação Paranaense de Futebol. O “Itamar Franco” do futebol do estado teve o mandato tampão oficializado ontem, após uma reunião com a diretoria da FPF – ainda ligada à gestão Onaireves Moura.
Ferreira foi escolhido pelos demais vice-presidentes (Adroaldo Araújo, Aristides Mossambani, Jorge Dib Sobrinho e Lino Rodrigues) para ficar no poder até abril de 2008, quando venceria mais um mandato de Moura, que comandou a Federação por 22 anos. “Quero agradecer aos companheiros pela confiança”, disse o mandatário-tampão, prometendo logo de cara informatizar a entidade: “Temos de modernizar. Os problemas do Moura começaram ali (na falta de informatização), como por exemplo no caso do Rio Branco”.
Ele se referiu à eliminação do Leão na Copa do Brasil em função de uma falha no departamento de registros da FPF. O novo presidente também prometeu sindicâncias para apurar erros nos departamentos.
A auditoria na FPF ficou em segundo plano. Ferreira disse que considera necessário apurar os desvios de conduta na entidade, mas por ora... “Estamos sem recursos financeiros”, admitiu, logo emendando: “Isso não pode deixar de ser feito, para que todos saibam o que acontece aqui dentro. Ele não quis falar em sucessão. Disse que a preocupação maior é sanear a Federação e reabrir o Pinheirão. E afirmou que quer romper os laços com Onaireves Moura. Ao menos em partes. “Administrativamente sim. Agora, pessoalmente, não. Não tenho como negar que sou amigo dele”, disse. O presidente confirmou que mantém contatos com Moura. “Eu tenho conversado com ele. É rotineiro, mas de acordo com a necessidade”, disse, explicando: “Por exemplo, o contrato do Estadual com a TV, os rombos financeiros...”.
A comparação com Itamar Franco tirou risadas de Aluísio Ferreira. Ele assume após denuncias de corrupção, como o ex-presidente, vice de Fernando Collor. Mas não havia pensado nas similaridades. “Eu não havia pensado assim ainda, até porque qualquer um dos vices podia assumir”, disse. E logo confessou: para quem tem como maior experiência, o comando da Liga Amadora de Ponta Grossa assumir a principal cadeira no futebol do Paraná foi um susto. “Essa ascensão foi surpresa. Como o Itamar, vice é vice. E o Jô Soares dizia: 'você já viu alguma rua com nome de vice?'”, questionou, na esperança de fazer história no comando da FPF.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Futebol paranaense de novo enrolado no tapetão
Tapetão "rebaixa" Real e faz Foz entrar pra elite
Demorou, mas o tapetão voltou a mudar o destino da Divisão de Acesso paranaense. Acatando uma queixa antiga do Toledo, a 1.ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva puniu ontem o Real Brasil com a perda de seis pontos pela utilização irregular de um jogador. O grande beneficiado é o Auritânia Foz do Iguaçu, novo integrante da elite - pelo menos até o julgamento do recurso.
De acordo com a denúncia, o Real Brasil usou o jogador Rodrigo Guedes da Silva antes que o nome dele fosse publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. A comissão disciplinar concordou e condenou o time do empresário Aurélio Almeida à perda de seis pontos no quadrangular final da Segundona, como determina o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Com a punição, o Real cai da 2.ª para a 4.ª e última colocação na fase decisiva. Já o Foz sobe do 3.º para 2.º posto, garantindo um lugar na Série Ouro de 2008 e na atual edição da Copa Paraná. O Real ainda poderá recorrer da decisão no pleno do TJD-PR, e depois no STJD, no Rio de Janeiro.
O caso poderá prejudicar a continuidade da Copa Paraná, cuja segunda rodada termina neste final de semana. O Foz tentará entrar no torneio, enquanto o Real Brasil dependerá de um efeito suspensivo para continuar na disputa. Se o resultado do julgamento de ontem for mantido, a partida de estréia do Real (derrota de 1 a 0 para o Iraty) deverá ser desconsiderada. A Federação Paranaense de Futebol - FPF define hoje se cancela ou não jogo entre Real Brasil x Portuguesa Londrinense, marcado para domingo, em Ponta Grossa.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Falemos um pouco de Pan
O fim da FPFTV
FPFTV está fora do ar
quarta-feira, 4 de julho de 2007
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Mais um rolo na FPF?
Mais bronca na Federação Paranaense de Futebol
Onaireves Moura já está fora, mas nem por isso a Federação Paranaense de Futebol terá vida fácil na capital administrativa do futebol brasileiro. O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva - STJD, Paulo Schmitt, diz ter indícios de que a Federação montou um documento irregular para o julgamento de quarta-feira.
Trata-se de uma resolução de diretoria assinada em 8 de maio de 2007, que definia a distribuição de verbas dos jogos de competições nacionais, entre a FPF e a Comfiar. “A assinatura é posterior à apresentação da denúncia. Além disso, a matéria é de competência exclusiva da CBF. É um fato grave e que merece ser apurado”, falou o procurador, um dos principais críticos de Moura. Schmitt também sugeriu que o cargo de presidente da FPF seja declarado vago, já que a suspensão imposta a Moura (seis anos) é superior ao tempo restante para o final de mandato (dez meses).
O Estatuto da FPF, porém, não trata do assunto especificamente. O artigo 39 diz apenas que vagando o cargo de presidente, um dos cinco vices será eleito entre eles para assumir a direção até o final do mandato. Em qualquer momento, os vices podem convocar uma assembléia extraordinária com todos os filiados, para antecipar as eleições.
A CBF também estuda a possibilidade de determinar uma intervenção na FPF, mas deverá aguardar alguns dias pela definição da sucessão. Esta hipótese poderá ser “guardada” para o caso de Moura conseguir voltar ao cargo através da Justiça Comum.
O difícil agora é achar um nome de consenso
Sobrevivente
O melhor para Onaireves Rolim de Moura é sair de cena.
O processo no STJD pode até ter sido iniciado por uma razão política, pois era inédito a Justiça Desportiva investigar o comportamento de dirigentes de uma federação.
Mas a decisão que o afastou, não o foi, passando bem longe do caráter político. Foi rigorosamente jurídica, baseada em provas de que a administração foi desviada para fins ilícitos. Nada que surpreenda, mesmo inédita, em razão de que o STJD tem no comando Rubens Aprobato Machado, que antes de ser exaltado como jurista, deve ser recomendado como uma pessoa de bem.
O STJD fez o seu papel: de bandeja entregou a cabeça e a alma de Moura, rompendo a rede que manipulou interesses durante 22 anos.
E o que o futebol paranaense fará?
Não encontro nenhuma referência que sirva, pelo menos, como um princípio para a solução. É que qualquer posição que interesse ao Atlético, não interessa ao Coritiba e ao Paraná, como se o alcance do bem não fosse um interesse comum. Se houvesse uma associação de interesses, era a grande oportunidade do futebol paranaense inovar.
O futebol profissional seria desvinculado do futebol amador como ocorreu com a CBF, que foi o braço mais importante tirado da Confederação Brasileira de Desportos, a extinta CBD.
O consórcio de interesses neste momento seria mais relevante do que o nome do futuro presidente. Quando se tem um objetivo comum, a escolha de quem exercerá a representação se torna mais fácil. Tomem como exemplo a Federação Paulista de Futebol. Os clubes cansados de Farah escolheram por unanimidade Marco Polo Del Nero. O resultado está aí: vendem o campeonato paulista para a televisão por setenta milhões de reais. No próximo ano, serão 100 milhões.
O mais grave é que a desunião não é provocada pela rivalidade, mas por incursões pessoais. Giovani ignora Miranda, que acha Petraglia prepotente. Forma-se uma espiral de excessos: vaidade, orgulho e disputa pelo poder.
O único nome de consenso é o de Joel Malucelli.
Foi presidente do Coritiba, tem relação com o Atlético, ajuda o Paraná e é neutro em matéria desportiva em razão do J. Malucelli. Se não houver uma renúncia aos interesses individuais, não será surpresa se a cabeça de Moura pular da bandeja e sair correndo de volta ao Tarumã.
Não se pode desprezar o passado. Moura sempre sobreviveu.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Imprensa começa a especular nomes de candidatos para a FPF
- O presidente em exercício, Aluízio José Ferreira, deve terminar seu "mandato-tampão" de 60 dias - ou seja, mais um mês no cargo.
- Depois disso, segundo o estatuto da FPF, os vice-presidentes devem se reunir e eleger, dentre eles próprios, um novo presidente para ficar no cargo até o final do mandato, em abril de 2008.
- Isso se não houver uma intervenção por parte da CBF, como já chegou a ser veiculado na imprensa. Assim, a confederação indicaria algum nome de confiança para terminar o mandato e botar ordem na casa.
- Somente em fevereiro do ano que vem é que ocorrem as eleições na FPF. E é para este pleito que começam a aparecer os candidatos.
O advogado Lourival Barão, auditor do TJD, seria outro pré-candidato. E Domingos Moro corre por fora.
Ainda segundo a Coluna do Boluca de ontem, também na Tribuna, o presdidente do Coritiba, Giovani Gionédis, também estaria interessado em concorrer ao cargo. Gionédis foi aliado de Onaireves no intuito de indicar o Pinheirão como sede da Copa 2014, além de já ter dito que pretende fazer do estádio a nova "casa" do Coritiba.
O resto... bem, o resto só pode ser piada de mal gosto.
Presidente do STJD sugere intervenção na FPF
Agora, os cinco vice-presidentes da FPF devem escolher, entre eles, um substituto até o final deste mandato (abril de 2008). Mas a posição de Approbato reforça a hipótese de intervenção na FPF, preparada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Neste caso, um interventor seria nomeado para gerenciar a entidade até a convocação de novas eleições.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Justiça Desportiva livra o futebol paranaense de Onaireves por 6 anos
Agora é definitivo. O pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou nesta noite os recursos protocolados pelo advogado Vinicius Gasparini contra as punições impostas ao presidente licenciado da FPF, Onaireves Nilo Rolim de Moura.Onaireves começou bem a noite. Conseguiu ser absolvido no processo 091/07 (motivado por uma charge colocada no site da FPFTV que ironizava a derrota do Rio Branco nos tribunais), cuja pena era de 60 dias de afastamento.
Mas a "virada" parou por aí. No segundo julgamento da noite, o pleno do STJD decidiu, por maioria dos votos (7 a 2), negar o recurso impetrado e manter a suspensão de 3 anos imposta a Onaireves por infração ao artigo 238 do CBJD. Além disso os auditores mantiveram a multa de R$ 1 mil dada à FPF pela infração do artigo 232 do CBJD.
No terceiro processo, de número 100/7, que julgou Moura e mais quatro pessoas ligadas à Federação por infração ao artigo 238, o placar do segundo julgamento se repetiu e por 7 votos a 2 a pena inicial imposta pela Comissão Disciplinar de três anos de suspensão para Moura, Marcos Aurélio, Laércio Polanski e Cirus Itiberê foram mantidas. Carlos Roberto de Oliveira pegou 120 dias de suspensão.
Não há mais recurso na Justiça Desportiva, mas o advogado de Onaireves, Vinicius Gasparini, já disse que estuda partir para ações na Justiça Comum - fato que pode resultar em sanções à FPF e a todos os clubes filiados.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Documentos desapareceram da Federação
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Polícia cumpre busca e apreensão na FPF
Polícia apreende documentos na Federação Paranaense de Futebol
O Núcleo de Repressão contra Crimes Econômicos (Nurce) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (25), mandado de busca e apreensão na Federação Paranaense de Futebol (FPF), no bairro Tarumã, em Curitiba (foto). Segundo o delegado-adjunto do Nurce, Robson Barreto, foram apreendidos balancetes, atas, listas de funcionários da Federação, entre outros documentos. “Investigamos a Federação desde maio. Na sexta-feira, foi expedido o mandando de busca e apreensão, que cumprimos hoje”, disse.De acordo com o delegado, o ex-presidente da FPF Onaireves Rolim de Moura é suspeito de fraude contra credores, apropriação indébita e sonegação fiscal. A polícia suspeita que Moura instituiu a Comissão Fiscalizadora de Arrecadação, para não pagar os credores da federação. A comissão teria o objetivo de fiscalizar toda renda de público dos jogos de futebol no Paraná. Segundo a polícia, a Comissão foi criada em 1994, mas só começou a funcionar no ano passado.
Arrecadação
Barreto explicou que, em cada jogo do campeonato brasileiro, a FPF recebe 5% da arrecadação e, em cada jogo do campeonato paranaense, o órgão recebe 10% do total arrecadado. Segundo Barreto, metade desse dinheiro iria para FPF e a outra parte iria para a comissão. “No entanto toda arrecadação deveria ir direto para os credores”, contou o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, todo dinheiro das arrecadações estaria penhorado, o que impossibilitaria a divisão com a comissão. “A suspeita é de que houve desvio de verbas nas arrecadações em todos os jogos do campeonato brasileiro deste ano que aconteceram no Paraná e em todos os jogos do campeonato paranaense”, contou Barreto. A polícia informou que os documentos apreendidos passarão por auditoria, que mostrará se foram cometidas irregularidades.
CBF prepara intervenção na FPF
Na CBF, ninguém fala oficialmente antes da sentença definitiva do caso Moura. O recurso do julgamento da 3.ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) será julgado na próxima quarta-feira. A primeira suspensão, de seis anos e dois meses, pode até aumentar na semana que vem.
Mas, a pedido do presidente Ricardo Teixeira, o departamento jurídico da CBF estuda uma forma de temporariamente ditar as regras na Federação Paranaense. Uma suspensão por tão longo tempo é inédita entre presidentes de federações, o que exige a avaliação da forma adequada de intervir administrativamente na entidade paranaense. Apesar de poder suspender ou até eliminar um dirigente, o STJD não tem meios legais de determinar uma intervenção.
A intenção da CBF é evitar que Moura mantenha algum poder através de ordens dadas a seus vice-presidentes, como ocorre atualmente. O estatuto da FPF manda que, em caso de afastamento do presidente, os vices decidam entre eles quem concluirá o mandato. O interventor teria a função de “ajeitar a casa” até o final da atual gestão de Moura, em abril de 2008, quando seriam convocadas novas eleições.
O interesse de Teixeira pela situação da FPF tem relação com a Copa do Mundo de 2014. O presidente da CBF pretende incluir Curitiba entre as subsedes do Mundial, mas quer um aliado à frente da FPF para não atrapalhar a preparação para o evento.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Só os avestruzes dão alegrias a Onaireves
Trecho da coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:O mais grave é que acredita nos fantasmas que ele próprio criou. Por isso não tem mais residência fixa. Quando está em Curitiba, não dorme duas noites no mesmo hotel. Apesar dos traumas tem esperança de reverter a suspensão no recurso do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
E não perde a pose. Está de carro novo, comprado e com dinheiro. Muito dinheiro, aliás, depois da espetacular venda de carne de avestruz que o seu frigorífico, em Santa Catarina, fez para uma rede de supermercados de Curitiba.
E aos amigos, ri, e copiando Ibrahim Sued, diz: “A vida sem o supérfluo não vale nada”.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Campeonato Paranaense que se preze é assim: vai para o tapetão mesmo antes de começar
Depois os clubes não sabem porque as redes de TV oferecem ninharias pela transmissão do "excepcional" Campeonato Paranaense. E ainda jogam a culpa sobre as emissoras. Se alguém tem culpa, são os próprios clubes e a FPF. Primeiro, por criar campeonatos mirabolantes que pouco atraem a atenção do público. Segundo, por aceitar as migalhas oferecidas pela mídia, ano após ano. Quem abre as pernas uma vez, vai abrir sempre. Então, que se contentem com as migalhas.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Exclusivo: quem ameaçou Onaireves de morte!
A polícia já tem pistas de quem estaria ameaçando de morte o presidente afastado da FPF, Onaireves Moura. Segundo as investigações, a suspeita recai sobre algum dos 500 investidores da empresa Top Avestruz/Centruz (foto), que aplicou, segundo o promotor Alberto Camiña Moreira, um golpe "semelhante ao golpe do boi gordo" em 2005. Na época, o promotor remeteu documentos ao Ministério Público Federal para instauração ação penal por crime do colarinho branco contra o responsável pela empresa - ninguém menos do que o próprio Onaireves.Segundo Moreira, a Top Avestruz emitia valores mobiliários envolvendo captação de dinheiro público, sem autorização da CVM, o que configura crime contra o sistema financeiro nacional, cuja pena vai de 2 a 8 anos de cadeia e multa. E foi por este motivo que em abril de 2005 uma decisão do juiz Eduardo Rocha de Siqueira, da 28.ª Vara Cível da capital paulista, impediu a venda de novos contratos para a criação de aves da empresa. Na época a Top Avestruz tinha cerca de 500 clientes no Paraná, São Paulo e Santa Catarina, que saíram de bolsos vazios e sem uma pena de avestruz sequer...
Mas não é só! A polícia levanta também suspeitas sobre algum dos cerca de 100 funcionários das empresas Sport House Franquias Ltda e Bingo Campos Gerais Ltda. Segundo o Ministério Público Federal de Ponta Grossa, ambas pertenciam a Onaireves mas estavam registradas em nome de laranjas. De acordo com o MP, o valor de tributos federais sonegados pela quadrilha chegou a R$ 3.289.800,70. Com o fechamento das empresas, os funcionários ficaram sem emprego e não receberam suas obrigações trabalhistas.
Ou seja, preliminarmente a polícia já identificou ao menos 600 suspeitos. Mas a lista pode aumentar com o andar das investigações.
***
Obviamente, alguns trechos deste post são fictícios. A parte que narra o que ocorreu com a Top Avestruz e com os bingos de Ponta Grossa é verídica. Já as "investigações" sobre as supostas "ameaças de morte" a Onaireves são obra de ficção. Mas podem muito bem ter seu fundo de verdade... ou não?
Por exemplo, a Gazeta do Povo publicou, em 13/03/2006, uma reportagem sobre investidores que perderam dinheiro na Top Avestruz. Um deles havia investido R$ 120 mil no negócio de Onaireves.
É... Tem muita gente "p" da vida com Onaireves pelo Paraná afora...
